A Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) realiza, nesta semana, a apresentação de equipes de assessoramento técnico sistemático (ATS) em comunidades beneficiárias pelo Projeto Piauí Sustentável Inclusivo (PSI), em diversos territórios do estado. Ao todo, são 237 associações de agricultores que serão assistidas. A programação teve início na quarta-feira (15) nos Territórios Vale do Sambito e Vale do Canindé e segue até este sábado (18).
De acordo com o superintendente de Projetos Territoriais do Semiárido da SAF, Jairo Chagas, em Valença do Piauí, o momento foi marcado por uma maior aproximação entre a equipe com 22 associações do município. A expectativa é que os trabalhos em campo iniciem em maio.
“Foi um momento rico de aproximação dos assistidos com os prestadores de serviço. Temos a expectativa de iniciar os trabalhos em campo em maio, as empresas estão fechando o planejamento de atividades, já tem contrato assinado e ordem de serviço e agora estão apenas se organizando internamente para mês que vem prestar serviço à comunidade e, assim, construirmos em conjunto o plano de adaptação produtiva”, disse o gestor.
O plano de adaptação produtiva (PAP) terá uma duração de três anos, por meio de três etapas. Será feito inicialmente a elaboração das ações adaptativas que atendem a comunidade (quatro meses) para, em seguida, implantar as ações (20 meses) e, por fim, acompanhar de forma híbrida, por sistema e visitas periódicas, as execuções do plano (12 meses).
“O nosso foco é na comercialização, para que as famílias consigam acessar mercados não apenas institucionais, mas também tradicionais, para poderem gerar renda e terem autonomia no semiárido”, afirmou o superintendente sobre o objetivo do PAP.

Nos dois territórios, Jairo destaca as principais atividades produtivas, que se concentram em apicultura e ovinocaprinocultura, com forte presença também de quintais produtivos e avicultura, devido a aproximação as residências, além do artesanato e produção de ovos.
A programação segue nos territórios Vale do Rio Guaribas. no município de Picos; Chapada Vale do Itaim, em Paulistana; Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato; e Vale dos Rios Piauí e Itaueira, em Floriano. “Dessa forma, conseguimos apresentar todas as 13 empresas para as 237 associações selecionadas”, destacou Jairo Chagas.
O superintende também enfatiza a importância do projeto, que garante acesso a políticas públicas, comercialização dos produtos, autonomia e geração de renda, além de uma maior permanência de famílias agricultoras no campo.
“Muitas das associações nunca acessaram projetos produtivos ou políticas públicas e, ações como essa, garantem essas oportunidades para as famílias, com planos de adaptações climáticas, produção de alimentos saudáveis, comercialização, geração de renda e trabalho. Temos que oportunizar mais espaços alternativos, fixar mais famílias no campo com outro nível tecnológico, não mais com a inchada e tração animal, mas com sistema de agroflorestas, agricultura agroecológica, microbiologia, mecanização adaptada as demandas e necessidade dos produtores”, finalizou Jairo Chagas.

Projeto Piauí Sustentável e Inclusivo
O projeto Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI) é executado pelo Governo do Piauí por meio de operação de crédito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). O objetivo é garantir a melhoria de renda e da qualidade de vida da população rural, por meio da segurança alimentar e nutricional, do acesso regular à água, do crescimento produtivo ambientalmente sustentável e resiliência às mudanças climáticas no semiárido piauiense.
Com informações do Gov.br








