O Ministério da Educação (MEC) publicou na quarta-feira (29) o edital que institui uma etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para 2026. Batizada de Sisu+, a nova fase tem como objetivo preencher vagas que permanecerem ociosas após o encerramento da lista de espera e dos processos seletivos próprios das instituições.
A iniciativa é inédita e busca ampliar a ocupação das vagas disponíveis nas universidades públicas. Outra mudança anunciada para 2026 é a possibilidade de utilizar as notas das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025.
Poderão participar do Sisu+ apenas os candidatos que já tenham se inscrito no Sisu 2026. A seleção será feita automaticamente com base na melhor média obtida entre as edições válidas do Enem, desconsiderando provas realizadas como treineiro ou em que o participante tenha zerado a redação.
Durante a inscrição no Sisu+, os estudantes poderão atualizar dados socioeconômicos, modificar a modalidade de concorrência e escolher até duas opções de curso, independentemente das escolhas feitas na etapa regular. Algumas instituições poderão ainda estabelecer notas mínimas em áreas específicas do Enem para determinados cursos.
Segundo o MEC, o Sisu+ não é um novo processo seletivo, mas uma etapa adicional voltada ao preenchimento de vagas remanescentes e à ampliação do acesso ao ensino superior público. O cronograma com datas de inscrição e divulgação de resultados será publicado em edital próprio.
Adesão das instituições
Nesta fase inicial, o MEC abriu prazo para que universidades e institutos federais manifestem interesse em participar do Sisu+. As instituições têm de 4 a 29 de maio para aderir ao sistema. A participação é restrita àquelas que já integraram a edição regular do Sisu 2026 e que ainda possuam vagas não ocupadas, seja por desistência ou falta de confirmação de matrícula.








