A Justiça da Comarca de Amarante condenou Eliseu Lima da Silva a 60 anos de prisão pelo assassinato de José Maria de Carvalho, de 55 anos, e Maria Aparecida de Sousa Lima, de 51 anos. O crime aconteceu em setembro de 2025, no povoado Pintadas, zona rural do município.
A sentença foi proferida pela Vara Única da Comarca de Amarante, que aplicou pena de 30 anos para cada vítima, totalizando 60 anos de reclusão em regime fechado. O magistrado também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por um desentendimento ocorrido dias antes. A filha do casal informou que José Maria havia se recusado a fornecer capim ao acusado, que teria reagido com ameaças de morte.
Na noite do crime, Eliseu invadiu a residência das vítimas e atacou o casal com golpes de arma branca e pedaços de madeira. A perícia identificou sinais de luta corporal dentro da casa, indicando que José Maria tentou se defender antes de morrer. Já Maria Aparecida foi perseguida até o quintal, onde acabou assassinada enquanto tentava escapar.
O sistema de segurança da residência registrou áudios do momento da ação criminosa. Em uma das gravações, a vítima pede para que a esposa fosse poupada, dizendo: “Deixa ela, rapaz, pelo amor de Deus!”.
Após os assassinatos, o acusado levou uma televisão LCD e uma antena parabólica da casa. Ele foi preso em flagrante em sua residência, onde os policiais encontraram os objetos roubados e roupas com manchas de sangue.
Durante o julgamento, Eliseu afirmou que teria comprado os aparelhos de um desconhecido em Teresina por R$ 500. No entanto, a versão foi desmentida pela própria mãe do réu, que declarou que os equipamentos apreendidos não pertenciam à família.
Exames de genética forense também comprovaram a presença de DNA de José Maria na faca recolhida pela polícia.
Ao manter a prisão preventiva, a Justiça considerou a gravidade do crime e destacou o risco de reincidência, já que o condenado possuía antecedentes criminais e havia sido colocado em liberdade meses antes, após audiência de custódia. A defesa ainda poderá recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Piauí.








