Comerciante suspeito de vender veneno em Parnaíba é solto após pagar fiança

O comerciante preso durante a Operação Antídoto, suspeito de comercializar substâncias tóxicas utilizadas no envenenamento de animais em Parnaíba, litoral do Piauí, foi solto após pagar fiança. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada na última quinta-feira (30), quando foi estipulado o valor de R$ 5 mil. Ele responderá ao processo em liberdade.

A prisão aconteceu no dia 29 de abril, durante ação da Polícia Civil que investigava a morte de dezenas de animais na cidade. Durante a operação, os policiais apreenderam 48 invólucros de carbofurano líquido, cada um com cerca de 9 ml, no estabelecimento comercial do suspeito. A substância é altamente tóxica, proibida no Brasil e popularmente conhecida como “chumbinho”. Parte do material recolhido ainda passa por análise para confirmação da composição.

Investigação e mortes de animais

Os casos de envenenamento começaram a ser registrados na primeira quinzena de abril, quando cães, gatos e aves foram encontrados mortos em diferentes pontos de Parnaíba. Inicialmente, 28 mortes foram contabilizadas, número que subiu para 32 após novos registros.

Os episódios mais recentes ocorreram nas proximidades da prefeitura e na praça do IPASE, no bairro Boa Esperança, regiões próximas aos primeiros casos.

As investigações apontaram a origem do veneno utilizado, levando à identificação do ponto de distribuição. A polícia suspeita que o comerciante preso tenha papel central no fornecimento da substância no município.

Novos casos seguem sob apuração

Mesmo após a deflagração da operação, novos episódios de envenenamento continuam sendo investigados. Um dos casos mais recentes envolveu a morte de um gato, cujo corpo foi recolhido para perícia. A Polícia Civil informou que já há uma linha de investigação em andamento para identificar os responsáveis.

As autoridades seguem acompanhando os casos e reforçam que a comercialização e o uso de substâncias tóxicas como o carbofurano são considerados crimes.

Autor

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *