Influenciadoras suspeitas de divulgar jogos ilegais e movimentar R$ 2 milhões são presas no PI

Foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (10) a Operação Laverna 4, na cidade de Parnaíba, com o objetivo de combater a divulgação de jogos de azar e estelionato contra o consumidor. A operação foi deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, por meio da Polícia Civil e da Polícia Militar.

As investigações tiveram início ainda em 2024, foram identificadas como suspeitas, duas influenciadoras da região, identificadas pelas iniciais B.M.C. e D.C.M.. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais vinculados às investigadas, além de uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

De acordo com a polícia, as duas utilizavam suas redes sociais para divulgar e promover plataformas ilegais de apostas, rifas virtuais e jogos de azar, como o “jogo do tigrinho”. A estratégia envolvia exibição de luxo, divulgação de supostos lucros e criação de grupos de mensagens para direcionar usuários aos sites.

A investigação revelou ainda que há indícios de manipulação de resultados e utilização de contas simuladas para dar aparência de veracidade aos ganhos divulgados. As movimentações financeiras também chamaram atenção, juntas, as investigadas teriam movimentado mais de R$ 2 milhões em diversas contas bancárias, valores considerados incompatíveis com suas rendas declaradas.

A polícia suspeita também de ocultação de patrimônio, elas estariam, supostamente, utilizando terceiros e empresas para dificultas o rastreamento do dinheiro. A Justiça determinou a retirada imediata de conteúdos relacionados às práticas investigadas e proibiu a divulgação de jogos de azar nas redes sociais das suspeitas, como forma de evitar novos prejuízos a usuários.

Segundo a polícia, o esquema utilizava estratégias digitais para induzir vítimas e pode ter causado prejuízos financeiros significativos. As investigações seguem em andamento e não está descartada a identificação de outros envolvidos.

O delegado Ayslan Magalhães destacou o impacto da operação.

“Identificamos um esquema estruturado, com forte atuação nas redes sociais, que utilizava estratégias de persuasão para induzir seguidores a investir em plataformas ilegais. Essas práticas geram prejuízos financeiros e afetam diretamente a confiança da população”, pontuou.

“Essa operação demonstra a capacidade investigativa das nossas equipes no enfrentamento aos crimes digitais e financeiros. Estamos atuando com inteligência para desarticular organizações que se utilizam da internet para cometer fraudes e lavar dinheiro”, destacou o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta.

Em um dos locais alvo da operação, policiais encontraram 26 galos em situação de maus-tratos, caracterizando prática de rinha. Um homem foi encaminhado à delegacia e deve responder por crime ambiental.

As investigações continuam com a análise do material apreendido e não está descartada a identificação de outros envolvidos no esquema criminoso.

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