O Brasil entrou para a história dos Jogos Paralímpicos de Inverno com a medalha de prata conquistada por Cristian Ribera na prova de sprint do esqui cross-country na categoria sentado. O resultado representa a primeira medalha do país em toda a história da competição, disputada desta vez nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.
Na final da prova, Ribera teve um grande desempenho e chegou a liderar boa parte da corrida. No entanto, na reta final acabou sendo ultrapassado pelo chinês Liu Zixu, que ficou com a medalha de ouro. O brasileiro terminou logo atrás com o tempo de 2min29s6, enquanto o cazaque Yerbol Khamitov ficou com o bronze.
O resultado histórico também marca a primeira medalha conquistada por um país tropical e da América do Sul nos Jogos Paralímpicos de Inverno, ampliando a importância da conquista para o esporte brasileiro.
Com apenas 23 anos, Cristian Ribera já era apontado como uma das principais esperanças de medalha do Brasil na competição. O atleta é natural de Cerejeiras, em Rondônia, e compete no esqui cross-country paralímpico desde jovem.
Ribera nasceu com artrogripose, uma condição congênita que afeta as articulações. Ao longo da vida, ele passou por 21 cirurgias nas pernas e encontrou no esporte uma forma de superação. O atleta começou a praticar esportes ainda criança e iniciou no para-esqui cross-country em 2015.
Apesar da pouca tradição brasileira em esportes de inverno, Ribera já vinha se destacando no cenário internacional. Ele é campeão mundial do sprint na categoria sentado e também conquistou bons resultados na Copa do Mundo de esqui paralímpico nos últimos anos.
O Brasil participa das Paralimpíadas de Inverno desde 2014 e, nesta edição de 2026, levou a maior delegação da história, com oito atletas competindo em modalidades como biatlo, esqui cross-country e snowboard.








