Políticas públicas fortalecem combate ao feminicídio no Piauí. Ameaças via Pix são apenas uma dos tipos de intimidação.

O enfrentamento à violência contra a mulher no Piauí tem ganhado reforço por meio da atuação integrada de diversos órgãos públicos. A intensificação de campanhas, operações e atendimentos especializados tem contribuído para ampliar a proteção às vítimas e fortalecer a rede de combate ao feminicídio no estado.

Nesta semana, a Polícia Civil do Estado do Piauí lançou a mobilização Dia D da Mulher Segura, uma iniciativa que reúne ações de orientação, acolhimento e repressão a crimes de violência doméstica. A proposta é intensificar o trabalho das delegacias especializadas, incentivar denúncias e conscientizar a população sobre a importância de combater qualquer tipo de agressão contra a mulher.

Além das ações policiais, outro importante aliado nesta luta tem sido a Defensoria Pública do Estado do Piauí, que atua diretamente no atendimento e na orientação jurídica às vítimas. Por meio do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Estado do Piauí (NUDEM), a instituição acompanha casos de violência doméstica, oferece suporte jurídico e promove medidas para garantir a segurança das mulheres.

De acordo com a defensora pública Lia Medeiros, novas formas de violência psicológica e financeira também têm sido identificadas e combatidas. Entre elas, está o uso do sistema de transferências instantâneas Pix como ferramenta de ameaça.

Segundo a defensora, alguns agressores têm utilizado transferências acompanhadas de mensagens intimidatórias para pressionar ou constranger as vítimas, prática que pode configurar crime e é passível de medidas judiciais.

*Mulher recebia ameaças da companheira homoafetiva Via Pix*

Um dos casos acompanhados pelo núcleo envolve um casal que utilizava transferências via Pix para enviar mensagens de cunho homofóbico e ameaçador. A situação foi levada à Defensoria, que adotou as providências legais cabíveis para garantir a proteção da vítima e responsabilizar os envolvidos.

As instituições destacam que a união entre polícia, defensoria e demais órgãos da rede de proteção tem sido fundamental para ampliar o alcance das políticas públicas e garantir respostas mais rápidas aos casos de violência. “A nossa orientação é que mulheres em situação de risco busquem ajuda e denunciem, fortalecendo assim a luta coletiva pelo fim do feminicídio e pela construção de uma sociedade mais segura e igualitária” destaca Lia Medeiros.

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