O comando de greve do Sindicato dos Trabalhadores em Universidades Federais no Estado do Piauí (Sintufpi) e a reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI) se reuniram na manhã de terça-feira (3) para tratar da manutenção das atividades essenciais durante a paralisação dos técnicos administrativos.
No encontro, foi discutida a definição dos serviços que devem continuar funcionando, conforme prevê a legislação, assegurando o mínimo de 30% do quadro técnico em atividade. Também entrou em pauta a forma de registro da carga horária dos servidores no Plano de Gestão de Desempenho (PGD).
Ficou acertada a elaboração conjunta de um documento entre a gestão da universidade e o comando de greve para detalhar quais serviços serão mantidos de forma integral ou parcial. Após a reunião na Reitoria, representantes do movimento também se reuniram com a Superintendência de Recursos Humanos (SRH) para dar continuidade às negociações.
Reivindicações da categoria
A coordenadora-geral do Sintufpi, Vanessa Castelo Branco, afirmou que o movimento busca garantir direitos da categoria sem desconsiderar os impactos institucionais. Segundo ela, melhores condições de trabalho refletem diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à comunidade acadêmica.
Entre as principais pautas estão a paridade nas eleições universitárias, a destinação de sala para a Comissão Interna de Supervisão (CIS), o cumprimento da jornada de 30 horas semanais e a convocação frequente de técnicos para atuar no Tribunal do Júri.
Paralisação por tempo indeterminado
A greve dos técnicos administrativos da UFPI e da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) teve início no dia 23 de fevereiro e segue por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajustes salariais, cumprimento de acordos firmados em 2024 e avanços nas condições de trabalho.
A Administração Superior da UFPI informou que mantém o diálogo aberto com o sindicato. A reitora Nadir Nogueira classificou a reunião como produtiva e destacou que a construção do documento sobre os serviços essenciais será feita de forma conjunta, para garantir legitimidade e alinhamento entre as partes.
*Com informações da Universidade Federal do Piauí








