Plano emergencial prevê R$ 70 milhões para reforçar abastecimento no semiárido do Piauí

O semiárido do Piauí enfrenta dificuldades provocadas pela longa estiagem dos últimos anos. Com chuvas abaixo da média e mananciais em níveis críticos, 13 municípios da região da Serra da Capivara estão entre os mais afetados pela escassez hídrica.

Diante do cenário, a concessionária Águas do Piauí apresentou, nesta terça-feira (3), um plano emergencial que prevê investimento de R$ 70 milhões para ampliar a produção e a distribuição de água ainda no mês de março. A proposta reúne ações de curto prazo para enfrentar o período de estiagem enquanto as soluções estruturantes não são concluídas.

Entre as medidas previstas estão a perfuração de novos poços na região da Serra Vermelha; revitalização e reativação de poços no sistema Serra Branca; instalação de duas Estações de Tratamento de Água (ETAs) compactas no Sistema Garrincho; implantação de geradores para evitar interrupções em caso de queda de energia; ampliação da operação com 37 caminhões-pipa; além da instalação de novos trechos de rede e adutora.

Segundo a empresa, as ações devem gerar um incremento superior a 380 mil litros de água por hora no sistema, o equivalente a mais de 9 milhões de litros por dia. A estimativa é que o volume adicional possa atender cerca de 32 mil famílias diariamente. Também foi implantado um laboratório móvel para reforçar o controle da qualidade da água nos municípios contemplados.

O plano abrange as cidades de Anísio de Abreu, Jurema, São Braz do Piauí, Várzea Branca, Dom Inocêncio, São Raimundo Nonato, Fartura do Piauí, São Lourenço do Piauí, Caracol, Bonfim do Piauí, Dirceu Arcoverde, Coronel José Dias e Guaribas.

Parte das intervenções se concentra no Sistema Garrincho, que atende municípios da região, e em São Raimundo Nonato, considerado ponto estratégico para o reforço da produção.

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Piauí (Agrespi) acompanha a execução das medidas e a fiscalização dos prazos estabelecidos. As obras estruturantes voltadas ao semiárido têm previsão de conclusão até 2027. Até lá, o plano emergencial busca reduzir os impactos da estiagem e evitar o desabastecimento nas cidades mais afetadas.

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