Abandono de animais cresce em Teresina

Casos aumentam entre 2025 e inicio de 2026 e autoridades reforçam que abandono é crime

O abandono de animais no município de Teresina tem registrado um crescimento preocupante nos últimos meses. De acordo com a Coordenação de Bem-Estar Animal (COBEA), a diferença no número de casos entre 2025 e 2026 é significativa, chamando a atenção das autoridades e da população.

Logo no início de 2026, uma série de abandonos foi registrada, incluindo dois casos no mesmo dia: uma cadelinha abandonada no conjunto João Meiro Falcão e uma gata com seus filhotes deixados no bairro Porto Alegre. Desde então, novas denúncias continuam chegando à COBEA.

Segundo a coordenação, todas as denúncias são encaminhadas às autoridades competentes, como a Delegacia do Meio Ambiente e o Ministério Público. Quando o responsável pelo abandono é identificado em até 24 horas, ele é conduzido à Central de Flagrantes e pode responder imediatamente pelo crime. Caso contrário, é aberto um inquérito para investigação e posterior julgamento conforme a lei.

A vigilância e o acompanhamento dos casos são feitos pela Coordenação de Bem-Estar Animal, que atua intermediando ações junto ao Ministério Público, em parceria com a promotora do meio ambiente, além de cobrar prontidão das autoridades policiais para que haja punição dos envolvidos.

Imagem flagra suspeita de abandono de animais na Rua Barroso, Centro sul de Teresina

Abandono é crime

O abandono de animais é caracterizado quando uma pessoa deixa um animal em via pública, maltrata, mutila, machuca ou se omite em prestar socorro após um atropelamento. Manter um animal acorrentado de forma contínua também é considerado crime.

A legislação atual garante, inclusive, o direito de alimentar animais em situação de rua. Ninguém pode impedir que cidadãos ofereçam alimento a animais comunitários, prática que tem sido alvo de tentativas de proibição por parte de algumas pessoas, o que não é permitido por lei.

Saúde pública e humanidade

Além de ser um crime, o abandono de animais é tratado como uma questão de saúde pública. Animais soltos nas ruas podem causar acidentes, como atropelamentos, sobrecarregando o sistema público de saúde. Há ainda riscos relacionados a zoonoses, como a raiva, especialmente em áreas onde animais circulam livremente.

As autoridades reforçam que cuidar dos animais também é cuidar das pessoas. A conscientização da população é fundamental para reduzir os casos de abandono e garantir uma cidade mais segura, saudável e humana.

“Se você não gosta de animais, não maltrate. Deixe o bichinho quieto. Se puder, ajude”, reforça a coordenação.

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