Nos primeiros 10 dias de 2026, quatro imigrantes morreram nos Estados Unidos (EUA) sob custódia das autoridades de imigração. Os imigrantes eram dois de Honduras, um de Cuba e um de Comboja. A onda de morte de imigrantes sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, sigla em inglês) atingiu nível recorde durante o ano passado, sob o comando do governo de Donald Trump.
Apenas em 2025, foram registradas cerca de 30 mortes, número mais alto das útlimas duas décadas, de acordo com dados divulgados pelo órgão. O crescimento desses incidentes coincide com a morte da norte-americana Renne Nicole Goodo, que aconteceu no último dia 10 de janeiro e gerou revolta e protestos pelo país.
Dados do ICE revelam um aumento no número de detenções, que até 7 de janeiro chegaram à 69 mil pessoas e, segundo o governo Trump, a intenção é acelerar as deportações.
Entenda o caso
O cubano Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, detento do ICE, faleceu no último dia 3 de janeiro, em um centro de detenção em Campo East Montana, no Texa, inaugurado durante a administração do atual presidente. Segundo informações divulgadas pelo governo dos EUA, o homem apresentava um comportamento “pertubador” e foi colocado em isolamento. Ele foi, posteriormente, encontrado em estado de sofrimento e declarado morto por técnicos de emergência médica.
Os dois imigrantes de Honduras, Luiz Gustavo Nunes Caceres, de 42 anos, e Luis Beltran Yanes-Cruz, de 68 anos, morreram, respectivamente, nos dias 5 e 6 de janeiro, em hospitais de Houston e Indio, na Califórnia. Segundo o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, a causa das mortes foi problemas cardíacos.
Já o cambojano Parady La, de 46 anos, morreu na última sexta-feira (9), após apresentar sintomas de abstinência de drogas, de acordo com a ICE. Ele estava preso em um Centro de Detenção Federal na Filadélfia.








