Em meio à alta do diesel, em consequência da guerra no Irã, o Governo Federal implantou um pacote de medidas para baixar o valor do combustível e evitar uma nova greve dos caminhoneiros, entre as medidas estão: a retirada do PIS e Cofins e o endurecimento na fiscalização do valor do frete.
No Piauí, uma das reindicações dos caminhoneiros é com relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre combustíveis. Nessa terça-feira (24), o ICMS se tornou assunto na Assembleia Legislativa do Piauí.
Durante a sessão, o deputado Gustavo Neiva apresentou um indicativo de lei propondo a redução de, no mínimo, 50% da alíquota do ICMS cobrada sobre os combustíveis no estado. A proposta surge em meio às discussões sobre o impacto do aumento do diesel no transporte de cargas, no preço dos produtos e no custo de vida da população.
Segundo o parlamentar, a redução do imposto poderia ajudar a amenizar os efeitos da alta dos combustíveis, que impacta diretamente o setor de transporte e a economia em geral. O indicativo ainda deve passar pelas comissões da Assembleia antes de ser encaminhado ao Poder Executivo estadual.

Preço do diesel preocupa
Apesar de recentemente o Governo Federal ter anunciado medidas para frear o preço do diesel, com a retirada do PIS e Cofins, o impacto no bolso dos caminhoneiros ainda é uma realidade. Isso porque o ICMS, imposto estadual, continua afetando o valor final do combustível.
De acordo com Humberto Lopes, o aumento contínuo do preço do diesel vem afetando a dinâmica de trabalho dos caminhoneiros e criando um clima de tensão.
“O óleo diesel continua aumentando e as indústrias estão praticamente paradas. Está todo mundo com medo. O motorista que vem para o Nordeste muitas vezes não quer retornar, porque é uma região com menor consumo. Isso começa a afetar toda a logística.
*Com informações da Assembleia Legislativa do Piauí








