A Polícia Civil do Piauí deflagrou uma operação para investigar e prender suspeitos envolvidos no sequestro, tortura e tentativa de homicídio de dois adolescentes, de 14 e 15 anos, no bairro Santa Maria, zona norte de Teresina.
O caso aconteceu no último dia 22 de março deste ano e mobilizou equipes da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPM), com apoio da Polícia Militar e de unidades especializadas da corporação. Segundo o delegado Eduardo Aquino, as vítimas foram atraídas até o local por meio de um suposto encontro e acabaram rendidas por um grupo criminoso.
Durante a verificação dos aparelhos, os suspeitos teriam encontrado fotos das vítimas fazendo sinais associados a uma facção criminosa e imagens com uma arma de fogo, posteriormente apontada pela família como sendo de brinquedo. De acordo com o delegado, a menção à facção criminosa teria motivado a escalada da violência. As vítimas foram levadas para uma área isolada, onde foram agredidos violentamente.
“A partir daí eles foram sequestrados, extraídos do local, levados para uma rua escura e lá sofreram tortura e tentativa de homicídio. Eles foram agredidos com pedradas violentíssimas na cabeça, um deles sofreu traumatismo craniano”, destaca Eduardo Aquino.
De acordo com a Polícia Civil, as agressões só chegaram ao fim porque uma viatura da Polícia Militar passou pelo local no momento da ação, os suspeitos se assustaram com a presença da polícia e fugiram do local.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e três de apreensão de adolescentes. Durante a operação, três menores e dois adultos foram capturados. Um dos investigados segue foragido.
Adolescentes não teriam envolvimento com facção
Um dos pontos investigados pela Polícia Civil é se as vítimas teriam ou não ligação com organizações criminosas. Até o momento, segundo o delegado Eduardo Aquino, não há confirmação de envolvimento direto dos adolescentes com facções.
Apesar de imagens encontradas nos celulares, as versões apresentadas indicam que os símbolos exibidos não necessariamente comprovam participação em grupos criminosos.
“Eles afirmam ele disse que realmente esse símbolo é de uma facção da região em que moram, mas não houve a confirmação se eles realmente são integrantes ou não. Eles afirmam também que aquela arma é de brinquedo, inclusive a mãe de um deles confirmou essa versão.”, afirmou o delegado.








