Familiares do rapper Oruam são investigados em operação de lavagem de dinheiro

Familiares do rapper Oruam estão entre os alvos de uma operação policial realizada na manhã desta quarta-feira (29), no Rio de Janeiro. A ação, denominada “Operação Contenção”, tem como foco desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho.

Os mandados estão sendo cumpridos em endereços ligados aos investigados nos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense. Segundo a polícia, a ofensiva é resultado de cerca de um ano de investigações, que permitiram identificar e mapear o funcionamento do esquema financeiro da organização criminosa.

As apurações se basearam na análise de dados obtidos em dispositivos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras. De acordo com os investigadores, foi identificado um sistema estruturado para receber e reinserir dinheiro ilícito no mercado formal.

Os recursos provenientes do tráfico de drogas eram distribuídos por lideranças da facção a operadores financeiros, que fragmentavam os valores utilizando contas de terceiros. O dinheiro também era usado para pagamento de despesas, compra de bens e ocultação de patrimônio.

A polícia aponta ainda movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, reforçando indícios de origem ilegal dos recursos. O esquema contava com a atuação coordenada de diversos integrantes, responsáveis por intermediar transações sucessivas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Durante as investigações, foram identificadas conversas entre Carlos Costa, conhecido como “Gardenal”, apontado como uma das principais lideranças do grupo, e um miliciano. Os diálogos indicam a influência contínua de “Marcinho VP” na organização, mesmo estando preso há anos.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, além de possíveis empresas usadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos. Até o momento, a operação contabiliza mais de 300 pessoas capturadas, 136 suspeitos mortos em confrontos, além da apreensão de cerca de 470 armas — sendo 190 fuzis — e mais de 51 mil munições.

Autor

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *