O protagonismo feminino dentro da cultura urbana ganha espaço e voz no II Fórum Piauiense de Mulheres no Hip Hop, evento que reúne artistas, educadoras, ativistas e a comunidade em geral para debater políticas públicas, fortalecer trajetórias e promover a inclusão dentro do movimento.
Com atividades gratuitas e abertas ao público, o encontro se consolida como um espaço de troca, formação e articulação, reunindo mulheres que atuam em diferentes frentes do hip hop e que compartilham suas vivências desde o início na cultura até os desafios enfrentados atualmente.
Fundadora do coletivo e do fórum estadual de mulheres no HIP HOP, Rejane Oliveira destaca a importância do movimento como ferramenta de transformação pessoal e coletiva.

“Pra mim, o hip hop representa viver, porque eu acho que na vida a gente tá sobrevivendo. Pra mim, o hip hop me faz me sentir viva”, afirmou.
Ela também ressaltou o papel do evento no fortalecimento das mulheres dentro do cenário. “A importância de realizar esse fórum é dar pra elas a força de entender que são importantes e que não estão sozinhas”, disse. Segundo Rejane, o encontro também é um momento de reivindicação:
“A gente vai apresentar as nossas dificuldades e solicitar do Estado mais apoio, mais escuta e mais espaço, porque é uma coisa que é negada pra gente”.
Além dos debates, a programação inclui feirinha criativa com produções artísticas femininas, oficina de defesa pessoal e um espaço kids com atividades como pintura com geotinta, dança com bambolês, práticas circenses e breaking, promovendo cuidado, criatividade e inclusão das crianças dentro da cultura hip hop.
Durante o fórum, também serão realizadas as seletivas estaduais da Batalha da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, nas categorias breaking, open style, DJ, MC e graffiti. As representantes escolhidas participarão da etapa nacional, que acontece em Minas Gerais, no mês de maio.
A Secretaria das mulheres do Piauí, Zenaide Lustosa, destacou o papel do movimento na construção de políticas públicas e no enfrentamento das desigualdades. “É um movimento que luta e trabalha as desigualdades da sociedade com o olhar da sua realidade”, pontuou. Para ela, o fórum amplia vozes historicamente silenciadas:
“São vozes que vão reproduzir suas realidades e contribuir para fortalecer as mulheres nos vários aspectos”.
A Secretaria também reforçou a importância da integração entre cultura, educação e poder público. “A cultura e a educação são ferramentas que a gente precisa avançar dentro das políticas voltadas para as mulheres para desconstruir essa estrutura patriarcal”, afirmou.
A iniciativa do movimento Mulheres Piauienses no Hip Hop reafirma o compromisso com o fortalecimento das mulheres na cultura, promovendo redes de apoio, resistência e atuação em todo o estado, além de ampliar o diálogo com o poder público em busca de mais reconhecimento e oportunidades.








