Israel ameaça sucessor do líder supremo do Irã

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (4) que qualquer pessoa escolhida para suceder o líder supremo do Irã poderá se tornar alvo de assassinato. A declaração ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que governou o país por quase 40 anos e foi morto no último sábado (28) durante um ataque coordenado entre Israel e Estados Unidos.

Em pronunciamento, Katz afirmou que qualquer líder designado para dar continuidade às políticas do atual regime iraniano será considerado alvo, independentemente de sua identidade ou localização, e que Israel continuará atuando em conjunto com os Estados Unidos.

A fala acontece enquanto autoridades iranianas discutem a escolha de uma nova liderança. O aiatolá Alireza Arafi foi nomeado líder supremo interino e passou a integrar o conselho de transição ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni-Ejei. O grupo deve conduzir o processo até a definição do novo líder.

A escolha cabe à Assembleia de Especialistas, composta por 88 clérigos xiitas. De acordo com informações publicadas pelo The New York Times, o nome de Mojtaba Khamenei, filho de Khamenei, aparece como favorito. Outros nomes citados incluem o próprio Alireza Arafi e Seyed Hassan Khomeini, neto do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.

Desde a Revolução Iraniana, que derrubou a monarquia do xá Reza Pahlavi, o Irã adota um regime teocrático, no qual a autoridade máxima é exercida pelo líder supremo. Abaixo dele estão o presidente e o Conselho Guardião, formado por juristas islâmicos e leigos.

Até então, apenas duas pessoas ocuparam o cargo de líder supremo: Ruhollah Khomeini, até 1989, e Ali Khamenei. Com a vacância do posto, o processo de escolha ocorre de forma acelerada em meio às tensões internacionais e à instabilidade política no país.

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