Rússia alerta que ofensiva de EUA e Israel pode estimular corrida nuclear no Oriente Médio

A Rússia afirmou nesta terça-feira (3) que a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel pode produzir um efeito contrário ao pretendido, incentivando o Irã e até países árabes vizinhos a buscarem armas nucleares.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apontou o suposto desenvolvimento de armamento nuclear por parte do Irã — acusação negada por Teerã — como uma das principais justificativas para a ofensiva.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a consequência lógica do conflito pode ser justamente o fortalecimento de setores no Irã favoráveis à obtenção de uma bomba atômica. Segundo ele, o argumento seria que “os Estados Unidos não atacam países que possuem armas nucleares”.

Lavrov também alertou que a escalada pode estimular outras nações da região a iniciarem seus próprios programas nucleares. Para o chanceler russo, o risco é crescente e pode levar a uma situação fora de controle, inclusive com ameaça de contaminação radioativa.

“O objetivo declarado de iniciar uma guerra para impedir a produção de armas nucleares pode, de forma paradoxal, estimular exatamente o oposto”, declarou.

Moscou informou ainda que não encontrou evidências de que o Irã esteja desenvolvendo armamento nuclear. Israel, por sua vez, é amplamente apontado como o único país do Oriente Médio que possui armas nucleares, embora não confirme oficialmente.

A Rússia, que mantém relações diplomáticas com Teerã, classificou como “crime cínico” o assassinato do líder iraniano Ali Khamenei e voltou a defender o fim imediato dos ataques.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o presidente Vladimir Putin fará esforços para contribuir, ao menos, com uma redução das tensões na região.

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