O Piauí registrou queda de 40% na taxa de pessoas desalentadas nos últimos dois anos, segundo dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado representa uma redução quase sete vezes superior à média nacional no mesmo período.
De acordo com o levantamento, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua Trimestral), do IBGE, o índice de desalento no estado caiu de 12% no quarto trimestre de 2023 para 7,3% no quarto trimestre de 2025. No Brasil, a redução foi de 3,1% para 2,4%.
A PNAD foi divulgada na última sexta-feira (21). Conforme o IBGE, são consideradas desalentadas as pessoas em idade ativa que desistiram de procurar trabalho por desânimo ou por não acreditarem na possibilidade de conseguir uma vaga.
O levantamento também apontou que o Piauí ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 300 mil trabalhadores com carteira assinada em um único trimestre, indicando avanço na formalização do emprego.
Segunda menor taxa de desocupação de longo prazo
O estado também se destacou no indicador de Desocupação de Longo Prazo, que mede o percentual de pessoas desempregadas há dois anos ou mais. O Piauí aparece com a segunda menor taxa do país: 7,5%. O resultado fica atrás apenas de Mato Grosso do Sul (5,5%) e abaixo de estados como São Paulo, que registra 19,3%.
No Nordeste, o Piauí ocupa a primeira posição e é o estado da região mais bem colocado no ranking nacional. Na sequência aparecem Bahia (13º), Alagoas (15º), Paraíba (17º), Maranhão (18º) e Ceará (19º). Pernambuco ocupa a 21ª posição, Sergipe a 22ª e o Rio Grande do Norte a 26ª.
O índice de Desocupação de Longo Prazo é considerado um termômetro da capacidade do mercado de trabalho em absorver novamente quem perdeu o emprego. Quanto menor o percentual, maior a velocidade de reinserção profissional e a efetividade das políticas de geração de emprego e renda.

*Com informações do IBGE








