Com a chegada do período chuvoso, o alerta contra a dengue volta a ganhar força em Teresina. O município registrou 558 casos da doença entre 1º de janeiro e 23 de março de 2026, segundo dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).
Embora o número represente uma queda de 6,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 594 casos, o cenário ainda exige atenção. Isso porque um novo fator preocupa: o registro recente de um caso de dengue tipo 3, vírus que não circulava no Brasil desde 2008 e que pode provocar quadros mais graves.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem intensificado ações de prevenção, mas reforça que o combate ao mosquito começa dentro de casa. O diretor de Vigilância em Saúde, Walfrido Salmito, destaca que pequenas atitudes fazem diferença. “A gente precisa do apoio da população. Eliminar água parada é essencial. É um cuidado que salva vidas”, afirmou.
Para quem já foi diagnosticado com dengue, a atenção também precisa ser redobrada. A médica Amariles Borba explica que a hidratação é fundamental durante o tratamento. “Um sinal importante é observar a urina: ela deve estar clara ao longo do dia. Isso indica que o corpo está bem hidratado”, orientou.
A especialista também lembra que existem quatro tipos de vírus da dengue. Ou seja, quem já teve a doença pode ser infectado novamente por outro tipo, nesses casos, o risco de formas mais graves pode ser maior, especialmente com os tipos 2 e 3.
Como forma de proteção, a vacina contra dengue segue disponível para crianças de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde e no Teresina Shopping. Já a versão mais recente, de dose única, está sendo aplicada apenas em profissionais de saúde.
*com Informações da FMS








