STF tem maioria para manter prisão preventiva de Daniel Vorcaro

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A decisão confirma medida individual tomada anteriormente pelo ministro André Mendonça.

O julgamento ocorre em sessão virtual, iniciada às 11h desta sexta, e ainda aguarda o voto do ministro Gilmar Mendes, que tem prazo até 20 de março para se manifestar. Mesmo assim, a maioria já foi alcançada.

Votação na Segunda Turma

Até o momento, acompanharam o relator os ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, formando maioria para manter a prisão do empresário.

O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para atuar no caso e não participou do julgamento.

Investigação e prisão

Vorcaro foi preso em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Após a prisão, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Segundo as investigações, o banqueiro é suspeito de manter uma estrutura para monitorar e intimidar pessoas consideradas adversárias de seus interesses, o que teria levado o relator a considerar a prisão preventiva necessária para evitar interferências nas apurações.

O magistrado também rejeitou argumentos apresentados pela defesa de Vorcaro, que pedia a revogação da prisão. Para o relator, os elementos reunidos pela investigação indicam risco de obstrução das investigações caso o empresário responda ao processo em liberdade.

Caso Banco Master

O caso envolve suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central após dificuldades para cumprir compromissos financeiros.

As investigações apontam um esquema que inclui possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e tentativa de obstrução da Justiça.

Com a maioria formada na Segunda Turma do Supremo, a tendência é que a decisão individual do relator seja confirmada, mantendo a prisão preventiva do banqueiro enquanto as investigações continuam.

Fonte: Agência Brasil

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