A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), na zona Sul de Teresina, a segunda fase da Operação Cartão Fantasma. A ação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes com cartões de crédito, associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Três pessoas foram presas nesta etapa.
A operação é conduzida pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIPC-PI) e do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD-PC/PI). Ao todo, foram cumpridos oito mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão e três de prisão.
Segundo as investigações, o grupo solicitava cartões de crédito em nome de terceiros, sem o conhecimento ou autorização das vítimas. Antes da entrega nas residências, os cartões eram interceptados e utilizados em transações comerciais simuladas, realizadas por meio de máquinas de cartão pertencentes à própria organização criminosa. O objetivo era gerar prejuízos financeiros às vítimas e ocultar a origem ilícita dos valores.
Nesta segunda fase da operação, o foco foi a prisão dos responsáveis pelas maquininhas de cartão utilizadas nas fraudes. Já na etapa anterior, haviam sido presas as pessoas encarregadas de interceptar os cartões antes da entrega às vítimas. As investigações apontam ainda que o grupo cooptava indivíduos especificamente para realizar essa interceptação.
A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de contas bancárias ligadas aos investigados, com valores que podem chegar a R$ 150 mil.
De acordo com a Polícia Civil, para obter os cartões de crédito, a organização utilizava o golpe conhecido como SIM Swap, que consiste na tomada do controle da linha telefônica da vítima. A partir disso, os criminosos conseguiam solicitar segundas vias dos cartões e obter senhas, realizando posteriormente compras fraudulentas em maquininhas de cartão em Teresina. Em alguns casos, as vítimas chegaram a ficar sem acesso ao próprio telefone.
A Polícia Civil reforçou o alerta à população sobre os riscos de fraudes no ambiente virtual, especialmente ao utilizar sites e aplicativos não regulamentados. A orientação é que os cidadãos consultem regularmente o Sistema Registrato, disponível na plataforma gov.br, para verificar a existência de contas bancárias, chaves Pix ou operações de crédito realizadas sem autorização.








