Os protestos no Irã diminuíram significativamente nas últimas horas em meio a uma forte repressão das autoridades, segundo relatos de moradores e de grupos de direitos humanos. A informação foi publicada por agências de notícias que acompanham os desdobramentos do movimento no país.
As manifestações, que começaram em 28 de dezembro de 2025, inicialmente motivadas pela alta inflação e pela crise econômica, evoluíram para um dos maiores desafios ao regime clerical que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979.
Segundo moradores ouvidos em Teerã, as ruas da capital e de outras cidades estavam mais tranquilas desde o último domingo, com pouco ou nenhum registro de protestos nesta quinta e sexta-feira. A presença de forças de segurança permanece intensa, e a mídia estatal relatou novas prisões nesta sexta.
O governo iraniano também impôs um apagão quase total na internet, dificultando o fluxo de informações e limitando a comunicação dentro do país, medida vista como parte dos esforços para conter o movimento de rua.
No plano internacional, autoridades dos Estados Unidos pressionaram Teerã diante da repressão, e o presidente norte-americano afirmou que havia sido informado de que o número de mortes na repressão teria diminuído, o que, segundo ele, pode ter contribuído para o recuo dos protestos.
Apesar da aparente redução nas manifestações, analistas alertam que o ambiente permanece tenso e que a continuidade das restrições e da presença de segurança pode manter a população afastada das ruas, mesmo com insatisfações profundas na sociedade iraniana.
Fonte: Agência Brasil








