O senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, manteve a validade da sessão em que a CPMI aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A medida, tomada em reunião da comissão, segue em vigor mesmo após questionamentos sobre a regularidade do encontro.
A decisão de Alcolumbre ocorreu após debates internos sobre eventuais irregularidades no processo de votação. A sessão havia aprovado, em bloco, mais de 80 requerimentos, incluindo o pedido que abriu caminho para que a CPMI tenha acesso às informações financeiras de Lulinha. A quebra de sigilo inclui dados bancários, fiscais e declarações de imposto de renda referentes ao período investigado pela comissão.
Críticos da decisão argumentaram que houve falhas no andamento dos trabalhos, o que poderia invalidar as decisões tomadas naquela reunião. No entanto, Alcolumbre entendeu que não havia motivo suficiente para anular a sessão, mantendo as deliberações e garantindo que os pedidos aprovados, inclusive a quebra de sigilo, continuem válidos.
Integrantes da base governista criticaram a inclusão de pautas polêmicas na agenda da CPMI, afirmando que a comissão estaria sendo usada para fins que fogem ao foco original das investigações. Já membros da oposição defenderam a importância da decisão para permitir o aprofundamento das apurações e acesso a dados considerados essenciais para a investigação.
A manutenção da sessão reforça a continuidade dos trabalhos da CPMI do INSS, que investiga possíveis irregularidades no pagamento de benefícios previdenciários. O relatório final da comissão ainda está em elaboração e deve reunir todos os fatos e indícios reunidos ao longo das audiências e diligências.
Fonte: Agência Brasil








