Preço do petróleo passa de US$ 100 com tensões no Estreito de Hormuz

O preço do petróleo subiu nesta terça-feira (17) e chegou a se aproximar de US$ 105 em meio às preocupações com o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro. A interrupção do tráfego pelo Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, continua pressionando o fornecimento e elevando o valor do barril Brent, referência global, que atingiu US$ 104,97 (R$ 548,99) às 3h (horário de Brasília). Mais tarde, o preço do contrato para maio caiu para US$ 102,30 (R$ 535,03), alta de 2,09%.

O petróleo WTI, usado como referência nos EUA, valorizou 2,69%, cotado a US$ 94,95 (R$ 496,59).

No cenário internacional, as Bolsas europeias registravam alta, assim como os mercados de Seul e Taiwan, enquanto os índices da China e do Japão fecharam em queda. O dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano permaneceram praticamente estáveis.

Investidores analisam a rejeição de líderes da Europa, Japão e Austrália ao pedido do presidente americano, Donald Trump, para escoltar navios-petroleiros em Hormuz. O Irã afirmou que manterá ataques contra navios aliados dos EUA, embora o tráfego esteja liberado para outros países.

A produção nos Emirados Árabes Unidos também segue afetada: as operações no campo de gás de Shah permanecem suspensas, e um novo ataque causou incêndio no terminal de petróleo de Fujairah, demonstrando o impacto do conflito na região.

Com isso, o preço do petróleo superou US$ 100 nas primeiras horas da terça-feira, com mínimo registrado em US$ 100,75.

Nos mercados asiáticos, houve alta em Seul (1,63%), Taiwan (1,48%) e Hong Kong (0,13%), e queda em Tóquio (-0,1%) e Xangai (-0,85%). Na Europa, os principais índices avançavam: Euro STOXX 600 (+0,57%), Frankfurt (+0,45%), Londres (+0,80%), Paris (+0,81%), Madri (+1,14%) e Milão (+1,20%). Nos EUA, os futuros apontavam queda: Dow Jones (-0,22%), S&P 500 (-0,30%) e Nasdaq (-0,39%).

Bancos centrais e energia

O Banco Central da Austrália elevou a taxa de juros para 4,1% nesta terça-feira, buscando conter a inflação. As decisões do Federal Reserve (EUA) e do Banco Central do Brasil são aguardadas para esta quarta-feira (18), enquanto o BCE, Banco da Inglaterra e Banco do Japão divulgarão suas taxas nos próximos dias.

No Brasil, a expectativa é de redução da taxa de juros de 15% em 0,25 a 0,50 ponto percentual, enquanto nos EUA e Europa, as alterações devem ser mais moderadas.

O Banco de Compensações Internacionais alertou para cautela diante do aumento dos preços globais de energia, classificando o caso como um típico choque de oferta que não deve levar a decisões precipitadas.

O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos subiu ligeiramente para 4,226%, enquanto o índice do dólar permaneceu estável em 99,75, após encerrar quatro dias consecutivos de valorização.

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