Os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para a aposentadoria: o final de 2028.
Quem já precisou procurar um orelhão para fazer uma ligação urgente vai guardar essa lembrança como parte de outra época, os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para a aposentadoria, o final de 2028. Com o avanço da tecnologia e a popularização dos celulares, os telefones públicos perderam espaço e agora caminham para a extinção definitiva no Brasil.
A retirada dos orelhões está ligada ao fim das concessões da telefonia fixa, encerradas no final de 2025. Com isso, as operadoras deixam de ser obrigadas a manter os aparelhos em funcionamento, abrindo caminho para um modelo mais moderno de serviços de telecomunicações.
Segundo a Anatel, com a proximidade do término dos contratos, “tornou-se oportuna uma discussão mais ampla sobre o atual modelo de concessão, com o fim de buscar estimular os investimentos em redes de suporte à banda larga”.
No auge, o Brasil chegou a ter mais de um milhão de orelhões espalhados por ruas, praças e avenidas. Hoje, muitos deles estão quebrados, sem funcionar ou simplesmente ignorados pela população, que passou a resolver tudo pelo celular.
Mesmo assim, a retirada não será imediata. Os aparelhos ainda vão continuar ativos, por um tempo, em locais onde não existe cobertura de telefonia móvel, garantindo comunicação mínima para comunidades mais isoladas. O prazo final para a desativação total é o fim de 2028.
Fonte: Agência Brasil








