Matrículas na educação profissional crescem mais de 68% no país

O Censo Escolar 2025, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra evolução no número de matrículas da educação profissional e tecnológica (EPT). Os dados apontam para um salto 68,4% em cinco anos.

Em 2021, o país contabilizava 1.892.458 matrículas totais. Em 2025, esse número atingiu a marca de 3.187.976 alunos.

Os dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025 foram divulgados na quinta-feira (26), em Manaus, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Inep.

De acordo com o levantamento, o crescimento acumulado entre 2019 e 2024 reflete tanto a ampliação da oferta de cursos quanto o aumento do interesse dos estudantes em buscar formação técnica e profissionalizante. O levantamento aponta que as matrículas passaram de cerca de 2,1 milhões em 2019 para mais de 3,5 milhões no ano passado, considerando cursos presenciais e a distância.

O estudo também revela que os cursos tecnológicos com duração superior aos técnicos e foco em formação mais especializada apresentaram incremento expressivo, especialmente nas áreas de gestão, tecnologia da informação e saúde. O crescimento nas matrículas é visto como resposta à demanda do mercado de trabalho por profissionais com competências específicas.

Especialistas em educação destacam que a expansão reflete políticas públicas e incentivos à formação técnica, além de parcerias entre instituições de ensino e o setor produtivo, que buscam qualificação de mão de obra para setores essenciais da economia.

O relatório mostra ainda que a educação profissional tem atraído estudantes de diferentes faixas etárias e perfis, com destaque para jovens que buscam preparação para o primeiro emprego, assim como trabalhadores que buscam requalificação ou atualização profissional diante de um mercado de trabalho em constante transformação.

Segundo analistas, a tendência de crescimento deve continuar nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior integração entre formação técnica e demandas do mercado.

Fonte: Agência Brasil

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