A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha deu um passo importante após a Polícia Civil reunir provas baseadas em tecnologia. Os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança e dados extraídos de celulares para entender o que aconteceu e quem pode estar envolvido no caso.
Mesmo sem gravações que mostrem diretamente o momento das agressões, as câmeras ajudaram a mapear a movimentação de pessoas na região antes e depois do crime. Com isso, foi possível reconstruir o trajeto de suspeitos e cruzar informações com outros dados levantados durante a apuração.
Outro ponto decisivo foi a análise de celulares. A perícia digital indicou que um dos investigados esteve na área no período em que o cachorro foi atacado. As informações de localização e outros registros armazenados nos aparelhos reforçaram os indícios já encontrados pelos investigadores.
Com base nesse material, a Polícia Civil solicitou à Justiça medidas legais contra um adolescente apontado como um dos envolvidos. As investigações também seguem para apurar a possível participação de outras pessoas e se houve tentativa de atrapalhar o trabalho policial, como ocultação de provas ou intimidação de testemunhas.
O caso do cão Orelha gerou forte mobilização nas redes sociais e entre defensores da causa animal, reacendendo o debate sobre crimes de maus-tratos. Ao mesmo tempo, o episódio mostra como o uso de tecnologia tem sido cada vez mais importante para ajudar a polícia a esclarecer crimes. O inquérito segue em andamento.
Fonte: Agência Brasil








