A Polícia Civil indiciou um homem identificado como Paulo Pereira pelos crimes de lesão corporal e difamação contra uma garçonete em Teresina. O suspeito é considerado foragido. A agressão foi registrada por câmeras de segurança e ocorreu em janeiro deste ano em um bar localizado no Conjunto Residencial Esplanada, na zona Sul da capital.
De acordo com as investigações, a vítima foi agredida dentro do estabelecimento, que também funcionaria como prostíbulo. A confusão teria começado após uma discussão envolvendo o pagamento de uma conta de bebidas alcoólicas.
Durante o desentendimento, o suspeito teria utilizado um copo térmico para atingir a garçonete. O objeto provocou fratura em um dos dedos da mão da vítima, que precisou se afastar do trabalho por cerca de 30 dias.
Em depoimento, uma testemunha confirmou a dinâmica da agressão. Já a proprietária do estabelecimento relatou que chegou ao local pouco depois do ocorrido e encontrou o suspeito bastante alterado. Segundo ela, nesse momento foi informada de que a funcionária havia sido agredida e que o homem havia deixado o bar antes da chegada da Polícia Militar.
Outra testemunha, identificada como Maria do Nascimento, que teria um relacionamento com o suspeito, afirmou não ter presenciado a agressão nem visto Paulo Pereira com o copo utilizado no ataque. A versão apresentada, no entanto, diverge dos relatos das demais testemunhas e das imagens das câmeras de segurança. Ela foi indiciada por falso testemunho e favorecimento pessoal.
Segundo a polícia, a mulher teria ajudado o suspeito a deixar o local antes da chegada dos policiais militares, o que motivou o indiciamento.
Durante as diligências, os investigadores conseguiram contato telefônico com Paulo Pereira, que teria uma vidraçaria na cidade de Açailândia, no Maranhão. Mesmo intimado por telefone, ele não compareceu à delegacia e também se recusou a informar sua localização.
Diante da situação, a polícia representou pela prisão do suspeito, que segue foragido. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar as medidas judiciais cabíveis no caso.
Com informações da Cidade Verde








