O Governo do Estado do Piauí, por meio da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), realiza nesta sexta-feira (20) a solenidade de entrega de 50 fuzis e novos equipamentos de informática destinados ao fortalecimento das forças de segurança estaduais.
Os armamentos e tecnologias foram doados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), e serão utilizados pela Polícia Militar do Piauí (PM-PI) e pela Polícia Civil do Piauí (PC-PI), com foco no combate qualificado ao crime organizado e no fortalecimento das áreas de inteligência.
Entre os equipamentos entregues estão desktops e notebooks de alto desempenho, monitores e unidades de armazenamento de dados (storage NAS), totalizando 35 itens tecnológicos que irão ampliar a capacidade operacional e analítica das equipes de investigação e inteligência.
Na área operacional, serão entregues 50 fuzis IMBEL M964 FAL calibre 7,62 mm, adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e destinados ao reforço do aparato policial em ações estratégicas de enfrentamento à criminalidade violenta.
A solenidade contará com a presença do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; do secretário estadual de Segurança Pública, Antonio Luiz; do delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko; e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Scheiwann Lopes.
Integração e novo modelo de atuação
Durante a agenda no estado, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, reforçou que a prioridade da SENASP é integrar as políticas nacionais com as ações desenvolvidas pelos estados.
“Nossa missão é integrar cada vez mais as políticas nacionais junto com os estados. A presença aqui no Piauí reforça essa integração, que será a tônica da nossa gestão. Vamos visitar os 27 estados para organizar e sistematizar o combate ao crime organizado”, afirmou.
Segundo ele, já há um planejamento validado junto ao ministro da Justiça e ao Palácio do Planalto, com início das execuções previsto para após o Carnaval. “Vamos iniciar a execução dos planos com foco principal na integração das forças e no fortalecimento das FICCOs”, destacou.
Fronteiras e rotas do tráfico
Chico Lucas também detalhou as estratégias voltadas ao enfrentamento das rotas do tráfico de drogas. Ele explicou que o trabalho já foi discutido com o Ministério da Defesa, o comando do Exército e a Polícia Federal.
“As fronteiras brasileiras somam mais de 17 mil quilômetros terrestres e 8 mil marítimos. Precisamos pensar estratégias integradas. O Exército cumpre um papel fundamental na defesa da soberania, mas precisamos de acordos de cooperação técnica para atuar de forma mais efetiva no combate ao crime organizado”, pontuou.
De acordo com o secretário, serão criadas forças nacionais com atuação interestadual. “Cada estado já tem as FICCOs, mas vamos criar forças nacionais que vão pensar as rotas do tráfico como um todo, não apenas dentro de um estado. O foco principal é a Amazônia, com o fortalecimento do programa Amazônia Segura (AMAS), e também o eixo Paraguai–Mato Grosso do Sul–Paraná, que escoa para os portos do Centro-Sul.”
Combate ao feminicídio e centros de inteligência
Outro eixo da nova política nacional é o enfrentamento ao feminicídio. Chico Lucas destacou a criação de centros de inteligência “Mulher Segura” em todos os estados.
“Vamos lançar centros focados no monitoramento da subnotificação, no cumprimento das medidas protetivas e na cobrança de todos os atores do sistema. Vamos chamar o Ministério Público e o Judiciário, porque precisamos reduzir o número de feminicídios e entender esse fenômeno”, afirmou.
O secretário também ressaltou que o crime organizado se sustenta pelo poder econômico e pela demora na resposta do Estado.
“O poder das organizações criminosas é também econômico. Eles se valem da lentidão da resposta da polícia e do Judiciário. O grande problema, na minha visão, é a velocidade da resposta do Estado”, declarou.








