Governo do Piauí cria Centro de Inteligência e Resiliência Cibernética para fortalecer segurança digital

O Governo do Estado, por meio da Empresa de Tecnologia da Informação do Piauí (Etipi), instituiu o Centro de Inteligência e Resiliência Cibernética (CIRC) e a Equipe de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética (EPTRISC/CSIRT). As novas estruturas passam a integrar a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) e têm como objetivo reforçar a proteção, disponibilidade, integridade e confidencialidade dos ativos de informação da administração estadual e da rede de governo digital do Estado

Entre as funções do CIRC estão o monitoramento contínuo e centralizado do ambiente tecnológico, a detecção precoce de ameaças, a coordenação de respostas técnicas a incidentes e a produção de inteligência em cibersegurança para apoiar decisões estratégicas. O centro também será responsável pela gestão de vulnerabilidades, realização de testes de intrusão autorizados, validação de segurança de sistemas antes da publicação em produção e emissão de relatórios técnicos e executivos periódicos à Diretoria e ao Conselho de Administração.

A EPTRISC/CSIRT funcionará como ponto focal para notificação, registro e tratamento de incidentes, realizando análises técnicas, contenção de ameaças, recuperação de serviços e preservação de evidências digitais, sempre em conformidade com normas técnicas e legislação vigente. A portaria que institui o CIRC determina que suas atividades sigam protocolos operacionais padronizados, garantindo a cadeia de custódia das evidências e respeitando regras de cooperação institucional, sem exercer funções de polícia judiciária.

A coordenação do CIRC ficará a cargo de um analista líder de segurança, responsável pelo planejamento estratégico, definição de indicadores de desempenho e validação dos relatórios produzidos pela equipe técnica. A estrutura contará ainda com profissionais especializados, como analistas de SOC, especialistas em resposta a incidentes, analistas de inteligência de ameaças e profissionais de segurança ofensiva, de acordo com a disponibilidade orçamentária e de pessoal.

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