Adolescente de 13 anos morre após ataque de tubarão na Praia Del Chifre, em Olinda (PE)

Um adolescente identificado como Deivison Rocha Dantas, de 13 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (29) após ser atacado por um tubarão enquanto se banhava na Praia Del Chifre, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, no estado de Pernambuco.

O incidente ocorreu por volta das 14h20, quando o jovem brincava no mar com amigos em uma área de pouca profundidade. Segundo relatos de testemunhas, o tubarão mordeu a parte de trás da coxa direita do adolescente, provocando ferimentos graves.

Após o ataque, Deivison foi rapidamente retirado da água por pessoas que estavam no local, que prestaram os primeiros socorros e o encaminharam ao Hospital Tricentenário, em Olinda. No entanto, ele chegou à unidade sem vida e a equipe médica confirmou que já estava em parada cardiorrespiratória no momento da chegada. O médico Levi Dailton, que atendeu o caso, explicou que o adolescente apresentava uma lesão bastante extensa na coxa direita, justamente na região onde passam importantes artérias que irrigam o membro inferior. Devido à gravidade da lesão, ele provavelmente sofreu perda intensa de sangue, o que contribuiu para o resultado fatal.

A região da Praia Del Chifre é conhecida pelo histórico de ataques de tubarão. Com esse caso, já são seis incidentes registrados nesse trecho da orla pernambucana, sendo que o mais antigo remonta a 2006. Além disso, desde 1992, o estado de Pernambuco contabiliza 82 ocorrências envolvendo tubarões, das quais 27 resultaram em mortes, segundo dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit). O Cemit informou que a área de risco possui placas de sinalização alertando sobre a possibilidade de incidentes com tubarões, mas, apesar disso, a praia continua sendo frequentada por banhistas e, por vezes, ignorada pelos visitantes. As autoridades ressaltam a necessidade de orientação e prevenção contínuas para reduzir a exposição a situações de risco no mar.

Com a morte de Deivison, a tragédia reacende o debate sobre a segurança dos banhistas nas praias urbanas do litoral pernambucano e reforça a importância de medidas efetivas de monitoramento e de educação para evitar novos episódios semelhantes

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