A União Europeia e o Mercosul avançam em um acordo comercial que promete ser um dos mais importantes tratados de livre comércio do mundo, após cerca de 25 anos de negociações entre os dois blocos. A aprovação provisória pela maioria dos países europeus abre caminho para a assinatura formal do acordo, que ainda depende de confirmações por escrito e da votação no Parlamento Europeu.
O tratado tem grande relevância para o agronegócio brasileiro, um dos setores mais beneficiados pela possível ampliação do acesso ao mercado europeu, que já é um dos principais destinos das exportações do Brasil. A eliminação ou redução gradual de tarifas de importação para muitos produtos pode facilitar a chegada de itens como café, frutas, peixes e óleos vegetais ao continente europeu.
Um dos pontos mais delicados do acordo são os produtos de carne, como bovina e de frango. Para proteger os produtores europeus, esses itens ficaram sujeitos a cotas de exportação — limites que tentam equilibrar o mercado e mitigar uma possível competição direta com produtores locais.
De acordo com representantes do setor agropecuário brasileiro, o acordo representa uma oportunidade estratégica para ampliar as exportações e fortalecer a posição do país em cadeias globais de alimentos. Ao mesmo tempo, especialistas europeus ressaltam que o pacto também prevê salvaguardas para proteger os agricultores do bloco europeu de eventuais aumentos abruptos de importações.
Apesar do progresso, o acordo enfrenta resistência de setores agrícolas europeus e de alguns governos, que temem os impactos de produtos importados a preços mais competitivos. Os próximos passos incluem a formalização do tratado, a votação no Parlamento da UE e, posteriormente, a ratificação pelos países do Mercosul — etapas necessárias para que o acordo entre em vigor.
Fonte: G1








