A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), publicou a Portaria Senasp nº 648, de 17 de março de 2026, que regulamenta a Rede de Centros Integrados de Inteligência de Segurança Pública (Rede Ciisp).
A medida representa a formalização normativa da estrutura nacional da rede, responsável por conectar os cinco Centros Integrados de Inteligência regionais, já em funcionamento nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, ao Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública Nacional, instalado na Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp).
De acordo com o diretor de Operações Integradas e Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, os centros regionais já estavam institucionalmente estabelecidos por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o MJSP e os estados-sede de cada região.
“Essa rede de centros integrados interliga a inteligência de segurança pública de todo o País. As sedes de cada região integram as inteligências das Polícias Civis, das Polícias Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares, da Polícia Penal e das Secretarias de Segurança das 27 Unidades da Federação, e agora essa estrutura está regulamentada por uma portaria da Senasp”, explica o diretor.
Com a nova portaria, a Senasp consolida formalmente a governança da Rede Ciisp, definindo responsabilidades, fluxos de cooperação, compartilhamento de dados qualificados, produção de conhecimento estratégico, tático e operacional e assessoramento aos gestores do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a regulamentação fortalece a capacidade de resposta do Estado diante da atuação em rede do crime organizado.
“Os centros regionais já vinham desempenhando um papel relevante por meio dos acordos de cooperação com os estados. O que fazemos agora é dar forma normativa à rede como sistema nacional integrado, conectando esses polos ao Centro Nacional de Inteligência e consolidando uma arquitetura permanente de cooperação, produção de conhecimento e apoio à tomada de decisão em segurança pública”, afirma.
O núcleo nacional seguirá vinculado à Coordenação-Geral de Inteligência da Diopi, funcionando como articulador dos centros regionais e responsável pelo fomento à produção de inteligência em escala nacional.
A regulamentação também organiza os mecanismos de adesão dos estados, de trabalho conjunto, de interoperabilidade entre bases de dados, de capacitação técnica e de elaboração de relatórios periódicos de produtividade.
A expectativa é que a formalização da Rede Ciisp amplie a integração entre União e estados, fortaleça a interoperabilidade entre sistemas e consolide um modelo nacional de inteligência voltado ao enfrentamento do crime organizado em todo o Brasil.
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública








