“Eu não vejo a possibilidade de não ter greve”, revela representante dos caminhoneiros em Teresina

A possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros no país ganhou força nos últimos dias e já preocupa o setor de transporte de cargas. Entre as insatisfações do setor estão: o preço do diesel e o valor do frete. A situação tem preocupado o Governo Federal, que já anunciou na manhã desta quarta-feira (18), um pacote de de medidas para para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete.

Em Teresina, o presidente do Sindicato dos Transportes de Cargas e Logística do Piauí, Humberto Lopes, afirmou que o cenário é crítico e que a paralisação pode ocorrer a qualquer momento.

“A probabilidade de uma greve é real. O movimento está muito forte, se articulando muito rápido, e a gente não tem como evitar”, declarou.

Foto: Ascom Fetranslog

Preço do diesel preocupa

Apesar de recentemente o Governo Federal ter anunciado medidas para frear o preço do diesel, com a retirada do PIS e Cofins, o impacto no bolso dos caminhoneiros ainda é uma realidade. Isso porque o ICMS, imposto estadual, continua afetando o valor final do combustível.

De acordo com Humberto Lopes, o aumento contínuo do preço do diesel vem afetando a dinâmica de trabalho dos caminhoneiros e criando um clima de tensão.

“O óleo diesel continua aumentando e as indústrias estão praticamente paradas. Está todo mundo com medo. O motorista que vem para o Nordeste muitas vezes não quer retornar, porque é uma região com menor consumo. Isso começa a afetar toda a logística. Eu não vejo possibilidade de não ter greve”, explicou.

Governo tenta conter crise

Diante desse cenário, o governo federal anunciou medidas para tentar evitar uma nova paralisação, como o reforço na fiscalização do piso mínimo do frete e a pressão sobre estados para redução do ICMS sobre o diesel.

As ações foram apresentadas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio. Mesmo assim, representantes da categoria avaliam que as medidas podem não ser suficientes para conter a insatisfação.

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