Chuvas intensas elevam nível de barragens no Piauí e exigem monitoramento constante, diz superintendente do DNOCS

As fortes chuvas registradas nos últimos dias no Piauí têm provocado aumento significativo no volume de água em barragens monitoradas no estado. De acordo com o superintendente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) no Piauí, Assis Rocha, o acompanhamento das estruturas está sendo feito de forma contínua para garantir a segurança dos reservatórios e das comunidades próximas.

Segundo o gestor, o orgão monitora atualmente 14 barragens, sendo 12 localizadas no Piauí e duas no Maranhão.

Segundo o gestor, o órgão monitora atualmente 14 barragens, sendo 12 localizadas no Piauí e duas no Maranhão. “Nós monitoramos 12 barragens no estado do Piauí e duas no Maranhão”, afirmou.

Assis Rocha explicou que, devido às chuvas intensas registradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste do estado, os reservatórios estão acumulando água rapidamente. Um exemplo é a barragem de Piaus, que recebeu grande volume de água após uma chuva superior a 200 milímetros registrada na região de Fronteiras.

“Foi uma chuva gigante lá na região, mais de 200 milímetros”, destacou o superintendente. A barragem de Piaus tem capacidade para cerca de 110 milhões de metros cúbicos de água e, segundo ele, exige atenção especial durante períodos de chuva intensa.

Outros reservatórios também já atingiram ou estão próximos da capacidade máxima. A barragem do Caldeirão já está sangrando, enquanto a barragem de Ingazeiras, no município de Paulistana, também chegou ao limite de armazenamento. Já em São Raimundo Nonato, o reservatório com capacidade de 248 milhões de metros cúbicos de água está praticamente cheio.

“Ela também já está com a sua capacidade total de água e, a qualquer momento, há a iminência de sangrar”, explicou Assis Rocha.

Apesar do aumento no volume de água, o superintendente afirmou que, de forma geral, as estruturas das barragens estão preservadas. “De via de regra, as barragens estão preservadas, com suas estruturas físicas mantidas. A preocupação maior é mesmo por conta das chuvas intensas”, disse.

Com o sangramento dos reservatórios, o volume de água nos rios e riachos tende a aumentar rapidamente, o que pode provocar alagamentos em pontes e passagens molhadas. Por isso, o gestor orienta que a população redobre os cuidados.

“Com o sangramento, o volume do rio aumenta e pode passar por cima de pontes e passagens molhadas. A população precisa ter esse cuidado”, alertou.

Assis Rocha também chamou atenção para o risco de atravessar riachos durante chuvas fortes. Segundo ele, a força da água pode ser muito maior do que aparenta.

“Quando chove 100 ou 200 milímetros e a água desce das cabeceiras, é uma força natural que você não consegue compreender. Não dá para atravessar de moto, de carro ou mesmo a pé sem correr risco de vida”, afirmou.

O monitoramento das barragens segue sendo realizado diariamente, em parceria com a Defesa Civil, especialmente diante da continuidade das chuvas em várias regiões do estado.

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