O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou nesta quinta-feira (12) uma reunião com ministros do Supremo para apresentar o relatório da Polícia Federal sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relatório cita o nome do ministro Dias Toffoli.
Fachin anunciou o encerramento prévio da sessão plenária de hoje para ter uma “diálogo” com os demais ministros. De acordo com o portal de notícias UOL, o presidente vai mostrar o conteúdo recebido da PF na segunda-feira. Na sequência, vai expor as explicações de Toffoli. Os ministros que não estão na corte vão acompanhar por vídeo a reunião, que será na presidência do STF. O conteúdo do relatório e da manifestação de Toffoli são sigilosos.
Nesta quinta, Toffoli divulgou nota pública sobre o assunto em que admite ser sócio da empresa Maridt, que vendeu resort Tayayá, no Paraná, para fundos ligados ao Master. Na ocasião, o ministro também negou amizade ou pagamentos de Vorcaro a ele.
Interlocutores afirmam que, em sua resposta a Fachin, Toffoli sustentou não ver conflito de interesses no caso. Segundo o Supremo, Fachin já enviou o relatório da PF para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nesta quinta, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou uma representação na PGR para que o órgão peça ao STF a suspeição do ministro Dias Toffoli. O objetivo é o afastamento imediato do magistrado da relatoria do inquérito que apura fraudes bilionárias no Master.
Relatório da PF
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou a Fachin nesta segunda (9) relatório sobre dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O celular continha menções a Toffoli.
O celular foi apreendido na Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. Após a divulgação das informações nesta quarta (11), o gabinete de Toffoli emitiu uma primeira nota de esclarecimento.
Inicialmente, chamou de “ilações” as menções ao nome dele e afirmou que não há motivo para ser alegada suspeição do ministro no caso Master. No caso de suspeição, Toffoli deveria deixar a relatoria do caso.
Fonte: Com informações do Portal UOL e Portal G1








