Trabalhadores terceirizados da Equatorial realizam paralisação parcial no Piauí

Funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços à concessionária Equatorial Energia realizaram, na manhã desta quinta-feira (12), uma paralisação parcial das atividades no Piauí. O movimento ocorreu das 6h às 12h e atingiu municípios como Teresina, Água Branca, Picos, União, São Raimundo Nonato, entre outras cidades do estado.

A paralisação está relacionada às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026. Em ofício encaminhado à empresa, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual do Piauí (SINTSEP-PI) informou que, em Assembleia Geral realizada no último dia 5 de fevereiro, os trabalhadores rejeitaram, por unanimidade, a proposta patronal que previa reajuste salarial linear de 3,9% e vale-alimentação no valor de R$ 450.

Foto: SeteTV news

De acordo com o sindicato, a categoria decidiu manter a proposta apresentada pela entidade laboral, que, segundo o SINTSEP-PI, busca garantir a valorização profissional e melhores condições de trabalho. Na mesma assembleia, também foi aprovada, por unanimidade, a realização da paralisação temporária parcial como forma de pressão durante as negociações.

Além das reivindicações salariais, os trabalhadores também discutem mudanças relacionadas ao sistema de advertências e penalidades aplicadas pela empresa. Segundo informações repassadas em reunião com a categoria, o sindicato criticou o modelo atual de advertências, considerado punitivo, e informou que a empresa apresentou uma nova redação que altera critérios ligados à progressão de nível funcional.

Entre as mudanças, está a previsão de que penalidades como suspensões deixem de impedir automaticamente a progressão de nível do trabalhador, exceto em casos de reincidência pela mesma infração. Outro ponto destacado é que as penalidades passarão a ter validade máxima de 12 meses, deixando de impactar a progressão após esse período, além da obrigação de a empresa elaborar relatórios formais sobre suspensões, que deverão ser encaminhados ao sindicato para acompanhamento e fiscalização.

Base São Raimundo Nonato

Em nota, a Equatorial Piauí informou que mantém todas as suas obrigações contratuais rigorosamente em dia com a empresa DPL, responsável pela contratação dos trabalhadores terceirizados. A concessionária ressaltou que questões relacionadas a salários, encargos trabalhistas e demais obrigações decorrentes da relação de emprego são de responsabilidade exclusiva da empresa empregadora, conforme a legislação vigente e os contratos firmados.

A Equatorial também destacou que conta com um plano de contingência operacional, garantindo a continuidade do atendimento aos clientes e assegurando que a paralisação não causou impacto no fornecimento de energia elétrica, serviço considerado essencial à população.

A empresa terceirizada, que possui cerca de 60 trabalhadores atuando como eletricistas, foi procurada, mas ainda não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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